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Os pregões da Bolsa Mercantil & de Futuros (BM&F), que foi fundada em julho de 1985, começaram a funcionar em 31 de janeiro de 1986. Em pouco tempo, conquistou posição invejável entre suas congêneres, ao oferecer à negociação produtos financeiros em diversas modalidades operacionais.

Em 9 de maio de 1991, a BM&F fechou acordo operacional com a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (BMSP), criada em 26 de outubro de 1917. Primeira no Brasil a introduzir operações a termo, a BMSP alcançou rica tradição na negociação de contratos agropecuários, particularmente café, boi gordo e algodão. A iniciativa aliou a tradição de uma ao dinamismo da outra, dando origem à Bolsa de Mercadorias & Futuros, que manteve a sigla BM&F.

Em 30 de junho de 1997, fechou novo acordo operacional, agora com a Bolsa Brasileira de Futuros (BBF), fundada em 1983 e sediada no Rio de Janeiro, com o objetivo de fortalecer o mercado nacional de commodities e consolidar a BM&F como o principal centro de negociação de derivativos do Mercosul.

Em 22 de abril de 2002, foi dado início às atividades da Clearing de Câmbio BM&F. No dia 25 do mesmo mês, a BM&F adquiriu da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) os direitos de gestão e operacionalização das atividades da câmara de compensação e liquidação de operações com títulos públicos, títulos de renda fixa e ativos emitidos por instituições financeiras; e os títulos patrimoniais da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) de seus titulares, bem como os direitos de administração e operacionalização do sistema de negociação de títulos públicos e outros ativos, conhecido como Sisbex. Em 12 de novembro do mesmo ano, a BM&F negociou acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e com a Centralclearing de Compensação e Liquidação S.A., visando a cessação das atividades de registro, compensação e liquidação de operações com títulos públicos e privados de renda fixa desenvolvidas por esta última e sua conseqüente centralização na BM&F. Em decorrência, no dia 14 de maio de 2004, foram iniciadas as operações da Clearing de Ativos BM&F.

Com isso, a BM&F ampliou sua atuação para se transformar na principal clearing da América Latina, proporcionando conjunto integrado de serviços de registro, compensação e liquidação de ativos e derivativos, e oferecendo ao mesmo tempo economias de escala, custos competitivos e segurança operacional. Ressalta-se, adicionalmente, que as três Clearings da BM&F são certificadas pela norma ISO 9001: a de Derivativos desde outubro de 1996, a de Câmbio desde junho de 2002 e a de Ativos desde março de 2005.

Em 29 de agosto de 2002, a BM&F lançou a Bolsa Brasileira de Mercadorias, que reúne, além da BM&F, que lhe presta serviços de compensação e liquidação, as bolsas de mercadorias dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul e da cidade de Uberlândia (MG), transformadas em Centrais Regionais de Operação, com o intuito de formar um grande mercado nacional para as commodities agropecuárias, com mecanismos modernos de formação de preços e sistema organizado de comercialização. O início de funcionamento da Bolsa Brasileira de Mercadorias ocorreu em 22 de outubro do mesmo ano. Em 2004, foi criada a Central Regional do Ceará e inaugurado um escritório em Florianópolis (SC), vinculado à Central Regional do Paraná.

No dia 29 de janeiro de 2004, o Banco Central do Brasil emitiu resolução por meio da qual autorizou as bolsas de mercadorias e futuros a constituir banco comercial para desempenhar funções de liquidante e custodiante central, prestando serviços às bolsas e aos agentes econômicos responsáveis pelas operações nelas realizadas. Com isso, a BM&F deu início ao processo de criação do Banco BM&F de Serviços de Liquidação e Custódia S.A., que começou a operar no dia 30 de novembro do mesmo ano.

Em 15 de setembro de 2005, como parte da iniciativa de desenvolver, em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o mercado brasileiro de redução de emissões de gases de efeito estufa da atmosfera, lançou o Banco de Projetos BM&F, que envolve um sistema eletrônico de registro de projetos e empreendimentos com potencial de geração de créditos de carbono em ambiente web, em linha com os princípios subjacentes ao Protocolo de Quioto.

A BM&F foi criada para desenvolver, organizar e operacionalizar mercados livres e transparentes para negociação de títulos e/ou contratos que possuam como referência ativos financeiros, índices, indicadores, taxas, mercadorias e moedas, nas modalidades a vista e de liquidação futura. Para tanto, deve efetuar o registro, a compensação e a liquidação, física e financeira, das operações com tais títulos e/ou contratos realizadas em pregão de viva voz ou em sistema eletrônico.

Para atingir esses propósitos, mantém local e sistemas próprios para negociação, registro, compensação e liquidação de operações de compra e de venda, e para divulgação, rápida e abrangente, das transações realizadas, dotando-os d as facilidades e dos aprimoramentos tecnológicos necessários. No desenvolvimento dessas atividades, a BM&F criou mecanismos e normas para o acompanhamento e a regulação de seus mercados e também para assegurar aos participantes o adimplemento das obrigações assumidas naqueles sistemas de negociação, registro, compensação e liquidação. Aliás, salienta-se nesse particular o reconhecimento, pelo órgão regulador do mercado norte-americano – a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) –, em julho de 2002, da adequação desses sistemas e mecanismos, o que significa que são equiparáveis, perante a CFTC, aos adotados pelo mercado local.

No âmbito de seu poder de auto-regulação, a BM&F estabelece normas visando a preservação de princípios eqüitativos de negociação e comércio e de elevados padrões éticos para as pessoas que nela atuam, direta ou indiretamente; regulamenta e fiscaliza as negociações e as atividades de seus associados; resolve questões operacionais; aplica penalidades aos infratores das normas legais, regulamentares e operacionais; concede crédito operacional a seus associados, de acordo com seus programas e objetivos; defende seus interesses, bem como de seus associados, junto às autoridades constituídas; e dissemina a cultura do mercado de derivativos no País, por meio de eventos educacionais, treinamentos e publicações.

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